Dica n.º 56 - Sexta, 17.08.2001
www.paulohernandes.pro.br
 
     
 
 

Plural de nomes e expressões estrangeiros

De modo geral, os vocábulos e expressões estrangeiros devem, sempre que possível, ser aportuguesados. Isto feito, será fácil flexioná-los no plural de acordo com as regras portuguesas. Assim, temos abdome/abdomes, buquê/buquês, carnê/carnês, chique/chiques, chope/chopes, clipe/clipes, clube/clubes, disquete/disquetes, germe/germes, hambúrguer/hambúrgueres, jipe/jipes, mantô/mantôs, saite/saites, etc.

Formas existem, entretanto, que permanecem na grafia original ou foram ligeiramente adaptadas. Nesse caso, ao passá-las para o plural, se não for possível aplicar as regras do português, devemos acrescentar-lhes um “s”, a não ser que terminem em “s” ou “z”. Exemplos: álbum/álbuns, ampère/ampères, déficit/déficits, fórum/fóruns, iceberg/icebergs, paella/paellas, post-scriptum/post-scriptuns, superávit/superávits, te-déum/te-déuns, ultimatum/ultimatuns, volt/volts, watt/watts, etc. Mas o ex-libris/os ex-libris, o fizz/os fizz, o jazz/os jazz. Em mapa-múndi, só o primeiro elemento flexiona-se: mapas-múndi.

Há vocábulos estrangeiros cuja grafia se mostra difícil de adaptar ao português e por isso devem ser pluralizados na língua de origem, isto se o falante conhecer tal idioma. Em caso contrário, é mais sensato procurar alguma forma portuguesa correspondente. Desse modo, temos: lady/ladies, bijou/bijoux, bambino/bambini, etc.

Por fim, dois casos particulares:
·   Gol (do inglês goal), fica gols, no plural. Essa flexão, estranha ao português, deveria ser gois  ou goles (ambos com o “o” pronunciado fechado), mas o plural estrangeiro prevaleceu no Brasil.
·  Álcool (do árabe al kohol) faz o plural alcoóis.


Leia mais em:
Gramática metódica da língua portuguesa, de Napoleão Mendes de Almeida, § 234, itens 3 a 5.
Novíssima gramática da língua portuguesa, de Domingos Paschoal Cegalla, edição de 2000, p. 146.

Agora, verifique se você assimilou o conteúdo apresentado clicando aqui.

o0o